Boletim de Fechamento

Fechamento de Mercado – 24/01/2018

Brasília, 24 de janeiro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Fechamento dos Mercados

Resumo diário: a votação unânime dos desembargadores (3 x 0) a condenção do ex-presidente Lula por corrupção passiva no caso tríplex do Guarujá anima mercados financeiros domésticos levando a bolsa a 83 mil pontos, o dólar a R$ 3,17 e os juros futuros a cairem com força. O impulso no mercado local ganhou força após o relator e o revisor não só rejeitarem o recurso do petista contra a condenção dada em primeira instância, mas pedirem o aumento da pena para 12 anos e um mês, confirmando também o último voto do desembargador nessa linha. A leitura dos agentes é que diminuíram as chances do ex-presidente Lula ser considerado candidato elegível próximo à data das eleições deste ano. No exterior, a moeda americana caiu às mínimas ante as divisas fortes em reação à guerra comercial entoada pelos EUA.

Bolsa: O rali do índice acionário paulista diante do desfecho, melhor que o esperado, com relação a condenação do ex-presidente Lula em segunda instância, levou o Ibovespa a bater novo recorde, aos 83.680 pontos, e alta de 3,72%. O volume chegou a R$ 15,7 bilhões e superou a marca da véspera de R$ 11,7 bilhões.
Juros: O julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula após a decisão dos desembargadores pela condenção com aumento da pena provocou ampliação da queda das taxas de juros futuros. O DI Jan/19 encerrou o dia em 6,82%, de 6,9% da véspera. O DI Jan/21 fechou em 8,76%, de 8,99%, e o DI de Jan/23 recuou de 9,78% para 9,51%.
Dólar: A confirmação da condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4 com diminuição das chances de recursos fez com que o dólar alcançasse os R$ 3,17 no mercado à vista impondo uma queda de quase 3%.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.