Boletim de Fechamento

Fechamento de Mercado – 21/12/2017

Brasília, 21 de dezembro de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Fechamento dos Mercados

Resumo diário: O dia foi de noticiário forte. Após informações positivas de inflação, os agentes reagiram pontualmente à informação apurada pelo Broadcast de que a S&P já teria comunicado à Fazenda que se pronunciaria sobre o rating brasileiro na próxima semana. O ministro Henrique Meirelles, que conversou ontem com as três principais agências de classificação de risco, negou que a nota de risco tenha sido um tema nas conversas. Lá fora, já entrando em ritmo de Natal, investidores voltaram suas atenções para as movimentações em torno do aumento do teto da dívida americana.

Bolsa: O Ibovespa fechou na pontuação máxima da sessão, com alta de 2,41%, aos 75.133,42 pontos, após ter chegado a cair mais cedo com a notícia de que a agência de classificação de risco S&P Global Ratings já teria comunicado ao Ministério da Fazenda que deve anunciar sua decisão sobre a nota de crédito do Brasil na próxima semana. As declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negando que a S&P tenha avisado o governo sobre um possível rebaixamento da nota do País, serviram para dar impulso ao índice. O cenário externo positivo também contribuiu para o avanço da bolsa brasileira.
Juros: Já em clima de final de ano e sem surpresas com a pauta do dia, o mercado futuro de juros dedicou a quinta-feira a promover ajustes de posições. Tanto o resultado do IPCA-15 de dezembro como o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central vieram dentro do esperado e apenas reforçaram as estimativas quanto à inflação e à política monetária do BC. Ao final do dia, as taxas curtas avançaram levemente, enquanto as mais longas recuaram, possivelmente refletindo um alongamento de posições, segundo relataram profissionais de renda fixa. O DI Jan/19 encerrou em 6,91%, de 6,89% da véspera. O DI Jan/21 caiu de 9,24% para 9,18%.
Dólar: O dólar fechou a sessão desta quinta-feira em alta, com investidores apreensivos com um possível rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor‘s (S&P) na semana que vem. O motivo é que a agência não costuma revisar o rating de países em anos eleitorais para não influenciar o resultado nas urnas, por isso o temor de que a revisão aconteça ainda em 2017. O dólar à vista fechou com alta de 0,44%, a R$ 3,3106. Na máxima, atingiu R$ 3,3178 (+0,66%) e, na mínima, R$ 3,2921 (-0,12%). O giro foi de US$ 1,279 bilhão.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.