Boletim de Fechamento

Fechamento de Mercado – 21/02/2018

Brasília, 21 de fevereiro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Fechamento dos Mercados

Resumo diário: A ata do Fed deixou entre os investidores a percepção de que a inflação americana pode avançar nos próximos anos por causa da aceleração da atividade econômica e os juros do país podem subir mais rápido. No ambiente interno, perspectivas de novos cortes na taxa Selic favoreceram os ativos domésticos.

Bolsa: Pelo sexto pregão consecutivo, o Ibovespa fechou em alta, firmando-se no patamar histórico dos 86 mil pontos. Na segunda etapa do dia, o índice à vista chegou a furar o nível dos 87 mil pontos, em consonância ao tom aparentemente mais suave da ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Federal Reserve. A primeira leitura do documento embalou o otimismo dos mercados por indicar que os dirigentes do banco central dos Estados Unidos ainda não mudaram seus planos a respeito do ritmo do aperto monetário. Perto do fim da sessão de negócios, entretanto, o índice à vista diminuiu bem a velocidade dos ganhos - com parte dos investidores tendo entendimento contrário da mensagem - e encerrou o dia com valorização de 0,29%, aos 86.051,81 pontos.
Juros: Após terminarem a sessão regular em leve baixa, antes da divulgação da ata do Federal Reserve, os juros futuros apagaram o sinal de queda na sessão estendida e se acomodaram perto dos ajustes de ontem, em meio à segunda leitura do documento feita pelos investidores. Os contratos mais longos, que concentram mais a atuação de estrangeiros, esboçaram pressão de alta, depois que o dólar passou a subir e os rendimentos dos Treasuries, a renovar as máximas, enquanto as Bolsas perdiam força. Contudo, a reação do mercado de juros foi até comedida, limitada pela melhora dos fundamentos econômicos e pela perspectiva favorável da política monetária no Brasil. Durante o dia, as taxas oscilaram sem firmar tendência, ora em leve alta, ora em leve baixa, nesta quarta-feira de agenda e noticiário esvaziados. O DI JAN/19 encerrou o dia em 6,56%, de 6,57% da véspera. O DI Jan/21 saiu de 8,57%, para 8,58%.
Dólar: A divulgação da ata da mais recente reunião do Federal Reserve trouxe instabilidade ao mercado de câmbio após as 16h desta quarta-feira. Principal expectativa do dia, o documento levou as cotações aos extremos - das mínimas para as máximas do dia - em poucos minutos. A moeda americana operou em baixa na maior parte da sessão de negócios, com o viés determinado em boa medida pelo fluxo de recursos para a bolsa. O dólar encerrou o dia em alta de 0,21%, valendo R$ 3,26.

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