Boletim de Fechamento

Fechamento de Mercado – 17/05/2018

Brasília, 17 de maio de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Fechamento dos Mercados

Resumo diário: O destaque no cenário doméstico foi a decisão do Copom, ontem no fim do dia, de manter a taxa Selic inalterada em 6,5% aa, quando a maioria das apostas no mercado apontavam para uma redução de 0,25pp. Lá fora, declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as negociações com a China e o encontro marcado com o líder da Coreia do Norte derrubaram as bolsas de Nova York.

Bolsa:  A bolsa doméstica teve um dia de queda reagindo à decisão do Copom de manter a taxa Selic em 6,5% e ao comunicado que apontava um cenário externo mais desafiador e uma redução no apetite ao risco em relação a economias emergentes. Investidores ajustaram suas apostas e uma parte do mercado já considera a chance de uma primeira alta em setembro deste ano, o que torna o mercado acionário menos atrativo. O Ibovespa encerrou o dia em queda de 3,37%, aos 83.621 pontos.
Juros:  Sob forte estresse após o anúncio de manutenção da taxa básica de juros em 6,5%, os DIs fecharam em alta expressiva, especialmente nos contratos de curto e médio prazos. O novo avanço do dólar ratificou o movimento da curva. O DI Jan/19 encerrou com taxa de 6,60%, de 6,32% do fechamento anterior. O DI Jan/23 saiu de 9,63% para 9,77%.
Dólar:  O dólar chegou a valer R$ 3,71 na máxima do dia. O movimento refletiu em parte a saída de investidores estrangeiros da Bolsa rumo ao dólar e o exterior e também a continuidade do movimento de contratação de hedge cambial no mercado futuro diante da escalada persistente dos juros dos Treasuries americanos. A divisa americana encerrou o dia com valorização de 0,65%, valendo R$ 3,69.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.