Boletim de Fechamento

Fechamento de Mercado – 10/03/2017

Brasília, 10 de março de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Fechamento dos Mercados

Resumo diário: Dados de emprego dos EUA apontaram para uma geração de emprego mais forte, porém, o reajuste dos salários ficou abaixo do esperado, o que pode justificar um adiamento do aumento dos juros no país. Internamente, o resultado do payroll aliado ao IPCA de fevereiro abaixo das estimativas motivaram a ampliação das apostas em corte de 1,0pp da Selic, na próxima reunião do Copom.

Bolsa: Após quatro dias de queda consecutivas, a bolsa brasileira encerrou o dia com leve alta de 0,14%, aos 64.675 pontos. O Ibovespa mostrou fôlego para recuperação no período da manhã, porém, perdeu força com a queda das commodities no cenário internacional. O mês de março tem sido marcado pela forte saída de recursos, após dois meses de ingresso. O índice acumula queda de 2,98% no mês.
Juros: O resultado do IPCA de fevereiro de 0,33%, bem abaixo do previsto para o mês, deixou nos investidores a percepção de que a inflação encerrará o ano abaixo da meta de 4,5% e o ritmo de corte das taxa Selic possivelmente será acelerado para 1,0pp na próxima reunião dso Copom. Assim, os DIs fecharam o dia em forte queda, num movimento de ajuste, influenciado também pelo dólar e pelos rendimentos dos Treasuries em queda. O DI Jan/18 encerrou o dia valendo 10,07%, de 10,25% no fechamento anterior.
Dolar: O dólar refletiu o comportamento dos mercados internacionais e encerrou o dia em queda de 1,58%, valendo R$ 3,14. Além dos dados de emprego norte-americano, a questão política interna e a expectativa quanto à indefinição do BC sobre a rolagem do estoque de swaps cambiais seguem influenciando o humor dos investidores

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.