Boletim de Fechamento

Fechamento de Mercado – 05/01/2018

Brasília, 05 de janeiro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Fechamento dos Mercados

Resumo diário: Cenário internacional positivo impulsionou mercados domésticos no dia. Os índices acionários norte-americanos liderados pelas giant techs seguiram renovando os recordes diários.O relatório de emprego nos Estados Unidos trouxe frustrante criação de postos de trabalho no mês passado, mas, por outro lado, avanço no salário médio por hora, o que pesou para que o dólar se fortalecesse ante as moedas fortes e os juros dos Treasuries avançassem.

Bolsa: Em uma espécie de continuidade do rali iniciado nas últimas semanas de 2017, o Ibovespa fechou hoje o 10º pregão consecutivo em alta, chegando aos 79 mil pontos. O principal índice da Bolsa brasileira encerrou com valorização de 0,54%, aos 79.071,46 pontos (máxima do dia). Com isso, acumula ganhos de 8,79% no período. A última vez em que essa sequência ocorreu foi em julho de 2016, quando apurou 9,37%.
Juros: O mercado continuou ajustando para cima os juros futuros na tarde desta sexta-feira. No fechamento, as principais taxas estavam em alta moderada, refletindo um movimento de correção e algum desconforto com o cenário fiscal em razão do impacto da mudança em estudo da regra de ouro do Orçamento. Além disso, a curva continuou sentindo o efeito do leilão de títulos prefixados do Tesouro ontem, quando foram vendidos 3,750 milhões de Notas do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F). Também teriam contribuído para a cautela receios em relação a um possível afastamento do presidente Michel Temer da Presidência para cuidar da sua saúde. No fim da sessão estendida, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou com taxa de 6,805% (máxima). A taxa do DI para janeiro de 2021 avançou de 8,83% para 8,90%.
Dólar: Após ter subido pela manhã com a expectativa em torno do payroll (o relatório de emprego nos Estados Unidos) de dezembro, o dólar firmou-se no campo negativo na parte da tarde, encerrando a sessão em leve baixa. Como a criação de empregos no mercado americano ficou abaixo do esperado por analistas, foi aberto espaço para a manutenção do cenário de maior apetite ao risco, com a queda da moeda americana frente a moedas de países emergentes, a despeito do recuo dos preços do petróleo. Na primeira semana do ano, o dólar à vista acumulou queda de 2,47%.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.