Boletim de Fechamento

Fechamento de Mercado – 03/01/2018

Brasília, 03 de janeiro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Fechamento dos Mercados

Resumo diário: Tom positivo nos mercados influenciado pelo recuo do risco Brasil medido pelo CDS de cinco anos, que retornou ao patamar de 2014, o aumento do petróleo e a manutenção da percepção da retomada do crescimento do país. A ata do Federal Reserve, principal evento da agenda nesta quarta-feira, não chegou a influenciar os ativos locais, mas no exterior renovou o fôlego do dólar ante o iene e euro. No documento, os dirigentes sinalizaram que a reforma tributária sancionada pelo presidente Donald Trump em dezembro pode forçar um aumento dos juros num ritmo mais rápido.

Bolsa: O acordo feito pela Petrobras nos Estados Unidos, que foi visto por analistas como positivo para a empresa, se somou ao otimismo dos investidores com a economia brasileira e contribuiu para que o Ibovespa batesse mais um recorde de pontuação, na oitava alta consecutiva do índice. Além disso, contaram a favor o avanço das bolsas de Nova York e os ganhos nos preços de commodities como petróleo e minério de ferro. Em mais uma máxima histórica, o Ibovespa fechou o dia com alta de 0,13%, aos 77.995,16 pontos. O volume de negócios foi de R$ 8,5 bilhões.
Juros: Os juros futuros fecharam hoje em baixa, em sintonia com os ajustes positivos no câmbio e na Bolsa domésticos, reflexo da permanência da avaliação melhor do cenário interno e do otimismo nos mercados internacionais. O ajuste foi menor que o registrado ontem, mas mais concentrado nos contratos de longo prazo, justamente os considerados percepção de risco. Ainda, esteve em linha com a queda do Contrato de Default Swap (CDS) de cinco anos ao menor patamar desde novembro de 2014. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 caiu de 6,805% no ajuste de ontem para 6,780% no fim da sessão estendida. No DI para janeiro de 2021, a taxa projetada foi de 8,85%, de 8,88% no ajuste anterior.
Dólar: O dólar à vista encerrou a quarta-feira abaixo da marca de R$ 3,25, aos R$ 3,2423, menor patamar em quase um mês. A moeda se firmou em queda no período da tarde, quando renovou sucessivas mínimas que levaram a cotação abaixo dos R$ 3,24, após mostrar certa volatilidade pela manhã. O dia foi favorável a ativos de economias emergentes em geral, com aumento da apetite pelo risco que impulsionou também as Bolsas. O forte avanço do petróleo, a queda do risco Brasil e o otimismo com a economia, respaldado pelos recentes indicadores econômicos, também deram suporte ao alívio no câmbio. O principal destaque da agenda, a ata do Federal Reserve, divulgada no fim da tarde, praticamente não teve impacto nos negócios por aqui.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.