Boletim de Fechamento

Fechamento de Mercado – 02/01/2018

Brasília, 02 de janeiro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Fechamento dos Mercados

Resumo diário: O otimismo dos investidores marcou o primeiro dia útil do ano. A percepção de um cenário econômico promissor recebeu hoje o suporte da sinalização do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, de corte adicional da Selic desde que a inflação continue baixa. Os números da balança comercial também foram positivos, com alta das exportações após cinco anos de queda e das importações, depois de três anos de recuo.

Bolsa: A mais recente sinalização de queda da Selic na próxima reunião do Comitê e Política Monetária (Copom) e o bom momento das bolsas em Nova York levaram o Ibovespa a fechar o primeiro pregão de 2018 na sua máxima histórica, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 77 mil pontos, ao mesmo tempo em que os investidores têm deixado um pouco de lado a agenda política, em razão do recesso do Congresso e do fato de que o primeiro evento relevante do ano, o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, só ocorrerá no fim do mês. O Ibovespa encerrou o dia com ganho de 1,95%, aos 77.891 pontos.
Juros: A percepção ainda melhor do cenário de inflação e o retorno de fluxo para mercados emergentes, além da forte desvalorização do dólar, ditaram baixa aos juros futuros na primeira sessão de 2018. À tarde, as taxas intensificaram o ajuste, em linha com o movimento da moeda, encerrando perto das mínimas do dia. Também contribuiu a não confirmação de um downgrade na nota de crédito do País pela agência de classificação de risco Standard and Poor‘s no fim de 2017. Ao término da sessão estendida, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2019 caía de 6,87% no ajuste de quinta-feira para 6,81%. Os DIs para janeiro de 2021 e 2023 apontavam 8,88% e 9,79% ante 9,06% e 9,99%, respectivamente.
Dólar: O dólar à vista começou 2018 em queda firme, na casa dos R$ 3,25, após ter encerrado 2017 em R$ 3,3155. O recuo foi visto desde o período da manhã, quando houve maior influência da fraqueza da moeda no exterior, e à tarde o dólar ampliou o declínio ante o real e bateu sucessivas mínimas, especialmente após a divulgação de dados robustos da balança comercial brasileira em 2017. A moeda fechou em baixa de 1,71%, aos R$ 3,2587, perto da mínima de R$ 3,2577 (-1,74%). Na máxima chegou a R$ 3,2955 (-0,60%). O volume financeiro foi firme, de US$ 1,936 bilhão.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.