Boletim de Fechamento

Fechamento de Mercado – 01/06/2017

Brasília, 01 de junho de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Fechamento dos Mercados

Resumo diário: A cautela ditou o comportamento do mercado doméstico no dia em meio ao comunicado do Copom, feito ontem após a decisão de reduzir a Selic em 1pp, de que a crise política deflagrada após as delações da JBS podem por em risco a recuperação do país. No cenário internacional, a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar os EUA do Acordo de Paris, não influenciou o apetite por risco visto ao longo do dia.

Bolsa: A Bolsa teve mais um dia de baixa influenciada pela queda do minério de ferro (que prejudicou as ações da Vale) e pela percepção, após o comunicado do Copom de ontem, de que os riscos de não aprovação das reformas estruturais existe e pode prejudicar o andamento da recuperação econômica do país. O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,67%, aos 62.288 pontos.
Juros: Os DIs tiveram um dia de alta refletindo o comunicado do Copom e as preocupações com o andamento das reformas no Congresso. O Comitê reduziu a taxa básica de juros em 1pp, como esperado pelo mercado, mas deixou claro que os riscos do cenário básico atual podem motivar uma redução no ritmo de flexibilização. Desse modo, houve um ajuste na curva de juros no dia e o DI Jan/18 encerrou o pregão com taxa de 9,38%, de 9,25% na véspera. O DI Jan/21 saiu de 10,30% para 10,47%.
Dólar: O dólar encerrou o pregão em alta ante o real em meio a pressões internas e externas. A moeda norte-americana esteve fortalecida no exterior ao longo do dia e, no ambiente doméstico, as incertezas políticas ratificaram o movimento de alta. A divisa norte-americana encerrou o dia em alta de 0,40%, valendo R$ 3,24.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.