Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 31/10/2019

Brasília, 31 de outubro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Investidores amanhecem com tom negativo diante das dúvidas sobre a assinatura de um acordo comercial entre EUA e China, bem como reagindo a indicação do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) de que irá interrumper os cortes de juros após a redução de 0,25pp ontem pela terceira vez este ano. No momento, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities caem, enquanto, o dólar cede frente a maioria das moedas internacionais.

Interno: A redução da taxa Selic em 0,50pp, atingindo 5,0%, pelo Banco Central e sua indicação de que irá promover mais um ajuste de igual magnitude na próxima reunião deve movimentar os juros futuros no mercado doméstico. Contudo, a autoridade monetária mostrou cautela para 2020 citando que o cenário atual recomenda parcimônia para evolução da política monetária. Na agenda, a previsão de recuo da taxa de desemprego para 11,6% e estimativa de déficit primário de R$ 21,4 bilhões, em setembro, do setor público, revelam o difícil equilíbrio entre atividade e gestão dos gastos públicos.

Bolsa: O ambiente internacional ruim e dificuldade do governo para manter o equilíbrio fiscal devem pesar sobre o Ibovespa. A redução da taxa Selic deve limitar a perspectiva de baixa do índice acionário paulista no dia.
Juros: A indicação do Copom de ontem de que será comedido na condução do ciclo de baixa da taxa Selic no próximo ano e correção de preços das taxas DI (depois das últimas sessões de baixa) tendem a impor viés de alta dos juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A sinalização do Fed de que está comprometido em estender o crescimento da economia norte-americana (passa a percepção de mais estímulo monetário) ajuda a pressionar o dólar negativamente ante as demais moedas internacionais. Esse movimento externo tende a prevalecer sobre o noticiário doméstico e deve apreciar o real frente a divisa Yankee.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.