Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 31/05/2019

Brasília, 31 de maio de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Investidores internacionais amanhecem vendendo os ativos de risco depois que o presidente Donald Trump dos EUA ameaçou impor tarifa aduaneira de 5% sobre produtos originados do México a partir de 10 de junho, percentual que pode chegar a 25% em outubro, caso o país não consiga coibir a imigração ilegal. Isso reacende os temores dos efeitos recessivos da guerra comercial para a economia do mundo. Nesse sentido, a queda do indicador de atividade industrial chinês reforça a cautela dos agentes. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Wall Street e commodities operam em baixa, ao passo que o dólar ganha valor ante as divisas externas.

Interno: A apresentação do partido PL de um substitutivo ao projeto do governo para a reforma da Previdência em que prevê uma economia de R$ 600 bilhões em 10 anos ainda preocupa os agentes financeiros domésticos. Na agenda, a previsão de pequena redução na taxa de desemprego de abril, medida pelo IBGE, será o destaque.

Bolsa: A conjuntura externa pior deve pesar no humor dos investidores locais e impor viés de baixa para o Ibovespa.
Juros: A preocupação dos investidores nacionais e internacionais em relação as perspectivas dos efeitos recessivos sobre a economia global diante da guerra comercial travada pelos EUA e fraqueza da atividade brasileira tendem a derrubar os juros futuros novamente (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O ambiente internacional negativo deve se sobrepor ao ambiente mais tranquilo no cenário político interno e com isso fazer o dólar se valorizar em relação ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.