Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 31/01/2019

Brasília, 31 de janeiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: a sinalização do Federal Reserve (Banco Central dos EUA) ontem de que haverá pausa no ciclo de alta do juros norte-americano ainda ecoa nos mercado internacionais que operam otimistas nesta abertura. Na Ásia, o índice de atividade industrial chinês mostrando fraqueza provocou sinais divergentes nas praças financeiras daquela região do planeta. Enquanto na Europa, a alta de 1,8% do PIB da zona do euro, em linha com as estimativas do mercado, e bom resultado corporativo da petrolífera, Royal Dutch Shell, dão viés positivo no velho mundo. As negociaçoes comerciais entre EUA e China segue no foco dos investidores. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque sobem marginalmente, ao passo que petróleo e commodities agrícolas caem. O dólar cede frente a maioria das moedas externas.

Interno: informações de que o presidente, Jair Bolsonaro, teria determinado que todos os segmentos da sociedade serão incluídos na reforma da Previdência e que os militares também vão “entrar no processo” associado a indicação de apoio da Frente Nacional dos Prefeitos para os ajustes no sistema de aposentadoria brasileira passam uma mensagem positiva para os agentes do mercado. No calendário, a taxa de desemprego com previsão de queda para 11,4% em dezembro e leilões de linha de dólares no montante de US$ 3,0 bilhões pelo Banco Central devem movimentar os negócios.

Bolsa: a manutenção do ambiente externo melhor com alta das praças acionárias na europa e EUA e informações de apoio à reforma da Previdência por parte da Frente Nacional dos Prefeitos do Brasil devem impulsionar o Ibovespa.
Juros: a baixa do dólar ante a maioria das moedas externas e seus efeitos de curto prazo sobre a inflação brasileira aliado a crescente confiança no avanço da reforma da Previdência tendem a manter o viés de baixa para os juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: abertura dos mercados externos ligeiramente positiva, aparente priorização do governo para a reforma da Previdência e leilões de linha do Banco Central além da renovação de swaps cambiais da ordem de US$ 516,5 milhões devem impor novamente viés de baixa para o dólar frente ao real. A formação de Ptax (taxa de câmbio utilizada para fechar contratos de dólar futuro) pode limitar o movimento.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.