Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 31/01/2018

Brasília, 31 de janeiro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: os ganhos nas bolsa europeias e futuros de bolsas dos EUA seguem limitados, após dois dias de correção de preços. Os investidores estão na expectativa pela reunião do Federal Reserve depois do discurso sobre o Estado da União realizado, ontem, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A agenda começa a ganhar peso nesta quarta com a pesquisa do mercado de trabalho do setor privado dos EUA e decisão do Fed cujas expectativas são de aumento dos juros em linha com as estimativas dos agentes. No momento, dólar cede ante a maioria das divisas externas e commodities agrícolas e petróleo caem.

Interno: o ambiente externo favorece uma acomodação dos preços dos ativos, mas as atenções seguem nas negociações para obter apoio parlamentar para a reforma da Previdência. Há também a pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial em que ficou evidenciado um cenário eleitoral bastante indefinido e com certa pulverização das intenções de voto numa simulação sem o ex-presidente Lula na disputa. Para o calendário de indicadores, será conhecido a taxa de desemprego com previsão de queda e números das contas públicas, ambos referente a dezembro.

Bolsa: em que pese o ambiente externo ligeiramente cauteloso, o Ibovespa tende a recuperar preços após dois dias de pequena correção.
Juros: manutenção do dólar fraco no exterior e decisões judiciais contrárias ao ex-presidente Lula devem pesar sobre a curva à termo de juros e impor queda nos vértices de médio e longo prazo. Cabe ressaltar que a pesquisa eleitoral mostrando um cenário ainda indefinido e desafiador, sobretudo, para candidaturas de centro-direita podem conter o bom humor recente dos investidores.
Dólar: a queda do dólar frente as moedas internacionais, a busca do governo por apoio à reforma da Previdência, perspectivas de queda da taxa de desemprego e melhores números das contas públicas devem ajudar a taxa de câmbio doméstica a valorizar ante a moeda Yankee. Lembrando que a absorção do mercado das pesquisas eleitorais podem limitar o movimento na paridade cambial.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.