Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 30/01/2019

Brasília, 30 de janeiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: à espera das sinalizações a serem emitidas pelo Federal Reserve (Banco Central dos EUA) no final da tarde, os mercados internacionais operam em clima ameno. A perspectiva dos agentes é de que o Fed adote uma linha mais gradualista no ciclo de alta do juro básico norte-americano. As consequências disso seria um dólar sem força e ganhos nos índices futuros de Nova Iorque. Ainda sob monitoramento, as negociaçoes comerciais entre EUA e China com investidores esperando que haja avanço. Na agenda, espera-se um avanço menor do PIB dos EUA no 4T18. Por ora, futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities sobem, enquanto o dólar cede frente a maioria das moedas externas.

Interno: as expectativas com a agenda de reformas e privatizações e a decisão da Vale de acabar com todas as 19 barragens semelhantes a de Brumadinho (MG), nos próximos três anos, são os assuntos de destaque no dia. Segundo analistas, essa decisão da Vale pode comprometer 10% da produção da mineradora. Na agenda local, a alta ínfima de 0,01% do IGP-M de janeiro, ante as estimativas de estabilidade, e os leilões de linha de dólares no montante de US$ 3,2 bilhões pelo Banco Central devem movimentar os negócios.

Bolsa: o ambiente externo ligeiramente melhor com alta das commodities e dos futuros de bolsas norte-americanas e expectativas com a agenda de reformas do governo tendem a embalar o Ibovespa. A estabilização dos preços dos papéis da Vale também deve ajudar o índice acionário paulista.
Juros: a baixa do dólar ante a maioria das moedas externas e seus efeitos de curto prazo sobre a inflação brasileira aliado a maior confiança na agenda de reformas do governo tendem a direcionar para baixo os juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a manutenção do bom humor dos investidores externos e leilões de linha do Banco Central além da renovação de swaps cambiais da ordem de US$ 667,5 milhões devem impor viés de baixa para o dólar frente ao real. A formação de Ptax (taxa de câmbio utilizada para fechar contratos de dólar futuro) pode limitar o movimento.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.