Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 29/08/2018

Brasília, 29 de agosto de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: vivendo um dia de cada vez, investidores internacionais operam com viés negativo nesta manhã por conta da avaliação da perspectiva do comércio global, bem com por receios de que a Itália não conseguirá cumprir sua meta de déficit orçamentário. Na questão comercial, após o acordo fechado entre México e EUA os norte-americanos retomaram as negociações com o Canadá para reformular o Tratato Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta). A incerteza é se o Canadá conseguirá preservar o acordo tripartite com EUA e México, em vigor desde 1994. Ademais, as desavenças comerciais entre China e EUA seguem no radar já que na semana passada não houve avanço das negociações entre os dois países. Na agenda, os agentes aguardam a divulgação do PIB dos EUA no segundo trimestre com expectativas de alta de 4,1%.

Interno: as incertezas no cenário político e falta de fôlego nos mercados financeiros internacionais devem contaminar os negócios locais. Outro fator de desconforto dos agentes será a decisão do governo de não propor mais o adiamento do reajuste dos servidores para 2020. Tal medida era vista como essencial para abrir espaço para gastos com custeio do Estado e com investimentos públicos.

Bolsa: depois de dois dias de alívio, os investidores externos trabalham cautelosos com a temática comercial entre EUA e Canadá e as indefinições do acordo entre China e os norte-americanos. Além disso, especulações sobre a corrida eleitoral no país segue no foco dos agentes domésticos. Assim, o Ibovespa tende a cair no dia.
Juros: a piora do ambiente financeiro internacional e seus efeitos sobre a taxa de câmbio brasileira (depreciação do real com influência sobre a inflação doméstica) associado as incertezas políticas e orçamentárias do país devem pressionar a curva de juros. Desse modo, espera-se que os juros futuros operem com viés de alta.
Dólar: a cautela externa com questões comerciais envolvendo os EUA e seus principais parceiros (Canadá, China e União Europeia) mantém a perspectiva de alta do dólar frente as demais divisas internacionais. Adicionalmente, a corrida eleitoral brasileira e suas incertezas reforçam o tendência de alta do dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.