Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 29/05/2019

Brasília, 29 de maio de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A interpretação adversa das negociações comerciais entre EUA e China segue alimentando o nervosismo nos mercados financeiros internacionais. A notícia de que a China estaria usando seu domínio sobre a oferta de terras raras (metais de difícil extração e amplo uso na indústria) como poder de barganha contra os norte-americanos acirra as disputas comerciais. De certo ainda são as incertezas sobre a retomada das conversas entre as duas maiores economias do mundo. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Wall Street e commodities operam em baixa, ao passo que o dólar ganha valor ante as divisas externas.

Interno: A aprovação ontem da Medida Provisória 870 (reestrutura os ministérios), com larga margem no Senado, atendendo à demanda do governo ajuda na percepção positiva acerca das reformas e mantém o viés positivo doméstico. Porém, há ceticismo em relação ao pacto firmado entre os poderes ontem. Ademais, fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que teme uma redução da taxa Selic que possa prejudicar as expectativas de inflação (que estão ancoradas) e afete a credibilidade do órgão regulador, e perspectivas de alta do crédito em abril são os destaques da agenda financeira.

Bolsa: A conjuntura externa negativa deve ser mais uma vez ofuscada pelo cenário político doméstico melhor. Assim, o Ibovespa tende a subir no pregão regular.
Juros: Declarações do presidente do Bacen, Campos Neto, sobre expectativas para a taxa Selic e queda dos últimos dias das taxas, que favorece uma correção de preços, tendem a impor alta dos juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O ambiente internacional mais avesso ao risco tende a limitar o potencial de valorização do real frente ao dólar. A melhora no ambiente político após aprovação da MP 870 deve favorecer o real ante ao dólar no dia.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.