Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 29/05/2018

Brasília, 29 de maio de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: as incertezas políticas na Europa eleva a aversão ao risco dos investidores, tendo em vista a indefinição na formação de apoio governamental na Itália e desconfiança com a permanência do primeiro-ministro Mariano Rajoy no comando governo espanhol. No caso da Espanha, Rajoy enfrentará uma moção de censura no fim de semana, após seu partido ter sido condenado judicialmente por se beneficiar de um amplo esquema de corrupção. Nesse sentido, bolsas europeias e futuros de bolsa de Wall Street caem, enquanto o dólar se fortalece ante as moedas internacionais. O petróleo também cede por conta das expectativas de que Rússia e Arábia Saudita irão aumentar a oferta da commoditie.

Interno: a greve dos caminhoneiros completa o nono dia e segue ainda em vários pontos do País afetando o abastecimento de mercadorias. A sensação de descontrole prejudica a governabilidade mesmo com os sinais de redução da mobilização. Na agenda de indicadores, a aceleração do IGP-M para 1,38% em maio, de 0,57% em abril, reflexo dos efeitos da depreciação cambial e do aumento dos combustíveis, se soma a perspectiva de que a taxa de desemprego apresente uma queda para 13% em abril, frente a 13,1% em março.

Bolsa: depois de da queda próxima de 9% em quatro pregões, o Ibovespa deve passar por uma correção de preços apoiado pela presença de investidores estrangeiros que ontem estavam de fora do mercado em função do feriado nos EUA e na Inglaterra.
Juros: a piora da aversão ao risco no exterior que pressiona o dólar frente ao real e a problemática crise dos combustíveis em função da greve dos caminhoneiros são vetores que forçam a continuidade de alta da curva de juros. No entanto, a forte alta dos últimos dias abre margem para correção e deve fazer os prêmios cederem em toda a estrutura à termo de juros.
Dólar: a manutenção da oferta de swap cambial pelo Banco Central deve ajudar os investidores a ajustarem a paridade real/dólar no dia. Vale lembrar que o ambiente doméstico segue conturbado por conta dos efeitos da greve dos caminhoneiros. Assim, espera-se pequena ajuste para baixo do dólar ante ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.