Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 29/03/2019

Brasília, 29 de março de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: O encerramento do primeiro trimestre do ano traz um viés positivo para os mercados externos, em meio a sinais de que Estados Unidos e China caminham no sentido de fechar um acordo e superar a grave disputa comercial iniciada em meados do ano passado. Outro fator a contribuir está relacionado a alta das vendas no varejo da Alemanha de fevereiro que surpreendeu os analistas, já que as estimativas eram de queda do indicador. Ademais, os ganhos superiores a 25% do petróleo nestes primeiros três meses do ano por conta da restrição de produção da Opep e perspectiva da Vale de menor oferta de minério de ferro, em função das consequências do rompimento de Brumadinho (MG), impulsionam as commodities. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque operam em alta, enquanto o dólar trabalha em baixa frente as moedas externas.

Interno: A trégua política entre Bolsonaro e Maia e a definição do relator da reforma da Previdência, o delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), ajudam no otimismo dos agentes domésticos. Adicionalmente, líderes do PSL declaram que o partido fechará questão pela aprovação da PEC da reforma da Previdência Social. Este gesto é uma importante sinalização para atrair o apoio de outras legendas, que reclamavam que o partido do governo não assumia uma posição firme pela reforma. Na agenda, previsão de alta da taxa de desemprego de fevereiro e do déficit das contas públicas são os destaques do dia.

Bolsa: O bom humor dos mercados externos diante dos sinais de avanço nas negociações comerciais entre EUA e China aliado a pacificação, pelo menos momentânea, entre Bolsonaro e Maia devem impulsionar o Ibovespa. Ademais, a alta das commodities tendem a alavancar, principalmente, os papéis de Petrobrás, Vale e Gerdau.
Juros: A baixa do dólar frente as moedas internacionais (tira pressão de curto prazo na inflação) e apaziguamento no clima político entre o governo e a Câmara dos Deputados tendem a direcionar para baixo os juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O ambiente internacional positivo e trégua política entre Bolsonaro e Maia devem ajudar o real a ganhar valor frente a divisa americana. Vale destacar que o Banco Central realizará mais dois leilões de linha em um total de US$ 3,0 bilhões e que a disputa pela formação de Ptax (taxa de câmbio para encerrar operações de dólar futuro e swap cambial) devem amplificar o movimento neste mercado.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.