Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 28/11/2019

Brasília, 28 de novembro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: O feriado de Thanksgiving (ação de graças) nos EUA retira liquidez dos mercados internacionais, mas deixa as demais praças financeiras operando com viés negativo. A sanção ontem pelo presidente dos EUA, Donald Trump, da legislação que apoia os manifestantes pró-democracia em Hong Kong gera irritação em Pequim e pode atrapalhar as negociações comerciais sino-americanas. No momento, bolsas europeias e petróleo caem, enquanto o dólar sobe frente a maioria das moedas internacionais.

Interno: O mercado cambial segue no foco depois de registrar novo recorde de alta e encerrar a R$ 4,26/US$ no pregão de ontem. Na tentativa de conter essa apreciação acentuada o Banco Central realiza hoje o quarto leilão de venda de dólares na semana e aceitará no máximo US$ 1,0 bilhão, logo após os leilões para rolagem dos vencimentos de janeiro. Os investidores irão monitorar a fala do presidente da instituição, Roberto Campos Neto, que pode dar pistas sobre qual patamar a taxa de câmbio seria viável. Enquanto isso, várias instituições financeiras já começaram a elevar suas projeções de dólar e há impactos no aumento das estimativas de inflação e na perda de fôlego das apostas de queda da Selic. Na agenda, a previsão de alta de 0,13% do IGP-M de novembro, frente a alta de 0,68% em outubro e perspectiva de menor déficit do governo central ajudam a conter apostas de alta da taxa básica de juros no curto prazo (até um ano à frente).

Bolsa: O ambiente internacional avesso ao risco e escalada do dólar frente ao real tendem a impor queda do Ibovespa na sessão regular.
Juros: A alta do dólar frente as divisas internacionais (efeito de alta na inflação no curto prazo) devem manter a pressão sobre a curva de DI. Desse modo, os juros futuros tendem a subir (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O ganho do dólar ante as divisas externas deve pressionar novamente a taxa de câmbio doméstica. Contudo, os leilões de dólares do Banco Central devem limitar o movimento e pode impactar para baixo o dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.