Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 28/10/2019

Brasília, 28 de outubro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Novos avanços nas negociações comerciais entre EUA e China e expectativas pela reunião do Fomc (Comitê de Mercado Aberto do Banco Central dos EUA) sustentam o clima ameno nos futuros de bolsas de Nova Iorque. Na Europa, o lucro menor que o esperado do HSBC prejudica as bolsas europeias que operam no vermelho. No caso do Brexit, a União Europeia aceitou renovar o prazo final para 31 de janeiro de 2019. As commodities e Petróleo recuam e dólar cede frente a maioria das moedas internacionais.

Interno: A semana reserva decisão do Copom na quarta-feira cujo colegiado do Banco Central deve decidir por reduzir em 0,50p.p. a taxa Selic, levando-a para a mínima histórica de 5,0%. Ademais, investidores locais monitoram as estratégias do governo para incluir Estados e Municípios nas novas regras previdenciárias e na agenda econômica. Vale destacar que a vitória da esquerda na Argentina tenderá a ter impactos contidos no mercado doméstico, dado que era algo esperado pelos investidores. No boletim Focus do Banco Central o IPCA 2019 passou de 3,26% para 3,29% e 2020 de 3,66% para 3,60%. SELIC fim de 2020 passou de 4,75% para 4,50% e 2019 segue em 4,50%. PIB 2019 foi corrigido de 0,88% para 0,91% e 2020 segue em 2%. Câmbio fim de 2019 e 2020 está em R$ 4,00.

Bolsa: O ambiente ameno no exterior e melhora na expectativa de crescimento do PIB neste ano, conforme apurou a Focus, devem ajudar no movimento de ligeira alta do Ibovespa no dia.
Juros: A queda do dólar frente a maioria das moedas internacionais (tira pressão da inflação no curto prazo) e perspectiva de baixa da taxa Selic nesta semana tendem a impor queda dos juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: As previsões de fluxo maciço de entrada de recursos no país, por oferta de ações, pelo leilão da cessão onerosa de Petróleo e claro pelo movimento de fraqueza da moeda norte-americana lá fora devem valorizar o real frente a divisa Yankee.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores