Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 28/08/2018

Brasília, 28 de agosto de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: o consenso entre EUA e México sobre o acordo comercial bilateral, no ãmbito das negociações sobre o futuro Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio). Essa aproximação entre os dois países ajuda a colocar fim na recente incerteza sobre a existência do acordo, depois de repetidas ameaças do presidente Donald Trump de não renová-lo. Para hoje as negociações serão com o Canadá cujas expectativas sejam de que o país integre o mesmo acordo que tem previsão de vigência de 16 anos e deve ser revisado a cada seis. Por ora, a maioria das bolsas europeias e futuros de bolsa de Nova Iorque operam em alta, enquanto o dólar cede ante as moedas rivais (euro, libra e iene) e emergentes.

Interno: sem pesquisas eleitorais hoje, investidores locais monitoram o julgamento de denúncia no STF do candidato Jair Bolsonaro. Não menos importante será a entrevista de Bolsonaro na bancada do Jornal Nacional da TV Globo. Analistas avaliam que a exposição do candidato pode mostrar a falta de prepraro e conhecimento superficial de assuntos nacionais que ele tem. Na agenda, o Banco Central deve rolar US$ 240 milhões em swaps cambiais com vencimentos em setembro.

Bolsa: a manutenção do bom desempenho das praças acionárias na Ásia e Europa, bem como a alta dos futuros de bolsa de Wall Street tendem a estimular mais ganhos no Ibovespa na sessão regular.
Juros: a permanência do alívio externo tende a tirar pressão da curva de juros futuros no dia. O juros futuros devem se beneficiar do clima ameno nas tensões comerciais, após o acordo fechado entre México e EUA. A queda do dólar lá fora reflete esse cenário e ajuda a diminuir a pressão na inflação doméstica. Assim, a curva de juros deve cair no dia.
Dólar: em mais um dia de melhora do humor dos investidores externos e seus efeitos sobre as taxas de câmbio das demais moedas internacionais devem auxiliar o real a se recuperar frente ao dólar. Ademais, o leilão de swap cambial pelo Banco Central também contribui para que o dólar desvalorize frene a moeda doméstica.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.