Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 28/03/2019

Brasília, 28 de março de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: As preocupações com o desempenho das principais economias mundiais seguem no foco, mas relatos de que a China fez propostas inéditas que incluiriam a transferência forçada de tecnologia ajuda a sustentar o ânimo dos investidores. A queda da confiança de setores corporativos da Zona do Euro apenas limita o apetite ao risco dos operadores internacionais. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque operam em alta, mas commodities caem. O dólar trabalha em alta frente as moedas externas.

Interno: O clima político deve permanecer tenso por conta dos comentários do presidente Bolsonaro contra o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. A falta de perspectiva de melhora no curto prazo no cenário político e a demonstração de impaciência do ministro da Economia, Paulo Guedes, ontem em audiência pública no Senado, são fatores a manter os investidores domésticos na ponta de venda dos ativos financeiros. Na agenda, a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o leilão de linha pelo Banco Central com oferta de até US$ 1,0 bilhão e venda de títulos públicos pré-fixados pelo Tesouro Nacional tendem a movimentar os negócios.

Bolsa: A ligeira melhora nos mercados externos diante da percepção dos agentes de avanços nas negociações comerciais entre EUA e China deve ser ofuscado pela contínua troca de farpas entre Bolsonaro e Maia. Ademais, os alertas de risco iminente de rompimento de barragens de rejeitos da mineradora Vale também deve reforçar o viés de baixa do Ibovespa.
Juros: A alta do dólar frente as moedas internacionais (gera pressão de curto prazo na inflação) e clima político tenso entre o governo e a Câmara dos Deputados devem pressionar os juros futuros e impor alta dos DIs (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O ambiente internacional melhor terá menor peso diante da manutenção da crise política entre Bolsonaro e Maia e seus efeitos para avançar a reforma da Previdência. O leilão de linha de US$ 1,0 bilhão pelo Banco Central pode limitar a tendência de alta da divisa norte-americana frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.