Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 28/02/2019

Brasília, 28 de fevereiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: O encerramento prematuro da reunião de cúpula entre EUA e Coreia do Norte sem definir um novo encontro e a queda do índice de atividade industrial da China servem de motivo para derrubar os preços dos ativos. Ademais, tensões geopolíticas entre Índia e Paquistão e sinais emitidos ontem pelo Departamento de Comércio dos EUA de que um acordo comercial com a China ainda não está muito próximo ratificam o viés negativo. No momento, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque commodities e petróleo caem, enquanto o dólar ganha valor ante as moedas externas.

Interno: as dificuldades do governo para incluir os militares na reforma da Previdência favorece uma posição defensiva por parte dos investidores domésticos. A preocupação refere-se ao noticiário de que os membros das forças armadas estariam pressionando o governo por um reajuste salarial como forma de compensar os impactos da reforma. No calendário, a previsão de que o PIB do 4T18 tenha subido apenas 0,10%, abaixo do resultado de 0,8% no 3T18, será contrabalançada com as estimativas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) cujas projeções apontam criação de pouco mais de 89 mil postos de trabalho.

Bolsa: o cenário externo negativo e incertezas locais ligadas à reforma da Previdência devem pesar no Ibovespa e impor segundo pregão consecutivo de baixa do índice acionário paulista.
Juros: o fortalecimento do dólar ante as moedas externas (câmbio nacional mais depreciado gera pressão da inflação no curto prazo) e dificuldades do governo para avançar a reforma da Previdência tende a impor alta dos juros futuros em todos os prazos (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a apreciação do dólar em relação as divisas externas conjugado com as dúvidas em relação ao andamento da reforma da Previdência tendem a impactar negativamente a taxa de câmbio doméstica. A formação de Ptax (taxa de câmbio utilizada para encerrar contratos de dólar futuro) deve provocar alguma volatilidade inicial, mas a perspectiva para o dia é de alta do dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.