Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 27/09/2018

Brasília, 27 de setembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: investidores ainda digerem a alta do juro nos EUA diante da avaliação de que o Federal Reserve manterá o ritmo de aperto monetário de forma gradual, ou seja, mais uma alta em dezembro e outras três elevações em 2019. Mesmo assim, a tendência ainda é de atração do fluxo de capitais externos para títulos soberanos norte-americanos considerados de menor risco. Na agenda de indicadores, as projeções de alta 4,3% do PIB dos EUA na comparação trimestral e anualizada podem podem passa a percepção aos agentes de que o ciclo de alta dos juros pode ser intensificado diante de uma maior pressão da atividade sobre a inflação. Na Europa, o temor de que os partidos mais extremistas exijam um orçamento que supere a meta de déficit da União Europeia também atrapalha os negócios. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque operam com volatilidade, enquanto o dólar valoriza ante as moedas de referência (euro, libra e iene) e algumas divisas emergentes.

Interno: os agentes financeiros domésitcos ainda observam a disputa pela Presidência da República, com o foco no segundo turno. A redução das apostas de um quadro de caos pós-eleição parece ganhar o mercado por conta do pragmatismo da candidatura de Fenando Haddad (PT). No calendário, será conhecido o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) pelo Banco Central brasileiro cujas expectativas são de que a autoridade monetária possa optar por aumentar a taxa Selic até o fim do ano por conta ao aumento dos riscos (repasse cambial para a inflação e incertezas políticas).

Bolsa: apesar da conjuntura externa volátil com os sinais de continuidade da atual política gradualista de elevação dos juros nos EUA, a alta do petróleo e das commodities agrícolas no exterior devem beneficiar por exemplo os papéis da Petrobrás e da Cosan (ativos comercializados por essas empresas). Além disso, como não há novidades no âmbito político o Ibovespa tende a subir no dia.
Juros: a perspectiva de alta gradual dos juros nos EUA (deixa mais caro o custo de captação externa pelas empresas e governo e retira atratividade de aplicações no mercado nacional) alidado a aceleração do IGP-M de setembro para 1,52%, acima da mediana das previsões de 1,45%, e relatório de inflação do Banco Central reafirmando estar atento aos riscos para a inflação doméstica devem direcionar para cima os juros futuros (implica, no dia, aumento dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: o fortalecimento do dólar frente as moedas internacionais influenciado pela perspectiva de alta gradual dos juros nos EUA deve ser contrabalançado pela ausência de novidades no âmbito político interno. Nesse sentido, o dólar deve operar de forma volátil na sessão regular.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.