Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 27/07/2017

Brasília, 27 de julho de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados operam mistos com queda das bolsas europeias e alta dos futuros de bolsa de Nova York. Na Europa, pesa as dúvidas sobre as negociações do Brexit, enquanto nos EUA, o tom “moderado” nos comunicados de politica monetária do Fed são suporte. Nesse linha, o Federal Reserve manteve a taxa de juros e não trouxe alterações relevantes no comunicado, dando a entender que não deve haver uma elevação dos juros pelo menos na próxima reunião. Assim, petróleo trabalha em queda, ao passo que o dólar ganha valor ante a maioria das divisas externas.

Interno: a decisão de Copom de reduzir em 1pp a taxa Selic, levando-a para 9,25% ao ano, e a indicação de que pode manter o ritmo na próxima reunião de setembro será o destaque da sessão doméstica, em especial, para o ajuste na curva de juros. Do lado fiscal, o governo aponta para uma postergação dos reajustes dos servidores acordados para 2018 como forma de abrandar o déficit fiscal previsto para o próximo ano.

Bolsa: a conjuntura externa mista deve direcionar as atenções dos investidores para o lado doméstico diante da redução da taxa Selic pelo Copom e, principalmente, pela indicação de que o ritmo poderá ser mantido. Além disso, a temporada de balanços corporativos segue no foco dos players. Desse modo, espera-se que o Ibovespa aproveite a tranquilidade no front político para subir no dia.
Juros: a decisão do Copom pelo corte de 1pp da taxa Selic deve ser o principal fator para que a curva à termo de juros opere com viés de baixa de forma a se ajustar as novas sinalizações da autoridade monetária. O comunicado do Copom de ontem à noite, sinalizou que o ritmo de queda da taxa Selic poderá ser mantido caso o cenário básico (atividade enfraquecida, inflação corrente e prospectiva ancorada e câmbio com baixa oscilação) permanece até a próxima reunião de setembro.
Dólar: a conjuntura externa mais volátil, queda da taxa Selic, preocupações com a situação fiscal do país e correção de preços tendem a desvalorizar o real contra o dólar no dia.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.