Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 27/03/2019

Brasília, 27 de março de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A continuidade dos temores com o panorama econômico mundial, após dados chineses revelarem queda no lucro das grandes empresas industriais, reacende o alerta dos investidores internacionais. Os operadores trabalham de olho em ativos considerados mais seguros (títulos públicos dos EUA, Alemanha e Japão) e pressionam com viés negativo as bolsas e commodities. Tentando acalmar os ânimos, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse que os riscos continuam, mas não faltam instrumentos para a autoridade monetária agir. No câmbio, o dólar ganha valor ante as moedas externas. Para acompanhar o desempenho da economia global, os dados das contas externas dos EUA, com previsão de melhora no déficit comercial e de piora na conta de transações correntes, têm potencial para ampliar os movimentos dos mercados.

Interno: A permanência dos ruídos políticos seguem preocupando os agentes depois que a Câmara dos Deputados aprovou quase por unanimidade a PEC do orçamento impositivo. Isso reitera a fragilidade do governo junto ao Congresso. Tal situação turva o cenário prospectivo da reforma da Previdência e já impacta negativamente os índices de confiança do consumidor e do setor da construção. No calendário, a audiência pública do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do ministro da Segurança Pública, Sérgio Moro, ambos no Senado, e divulgação dos números do crédito no país serão os destaques do dia.

Bolsa: Investidores externos seguem apreensivos com a desaceleração econômica mundial e descontam isso nos preços dos papéis na Europa e nos EUA. Além disso, a fragilidade do governo perante ao Congresso reforça as preocupações quanto ao avanço da reforma da Previdência. No front corporativo, a previsão de lucro líquido de US$ 2,58 bilhões da Vale, três vezes maior que em 2017, e de resultado da Eletrobrás são destaques. Desse modo, o Ibovespa deve registra queda no dia.
Juros: A alta do dólar frente as moedas internacionais (gera pressão de curto prazo na inflação) e aumento do risco político em torno da base de apoio do governo junto ao Congresso devem pressionar os juros futuros e impor alta dos DIs (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A piora do ambiente internacional e percepção dos agentes econômicos de problemas na articulação política do governo para fazer avançar a reforma da Previdência tendem a derrubar o real frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.