Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 27/02/2019

Brasília, 27 de fevereiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Os mercados voltam a adotar uma postura defensiva por conta das notícias corporativas negativas no continente europeu, que podem indicar uma desaceleração da atividade além das incertezas quanto ao desfecho do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia). No monitoramento dos investidores a reunião de cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un e os desdobramentos das negociações comerciais entre as duas maiores potências econômicas do globo. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque caem, enquanto o petróleo sobe. O dólar cede ante a maioria das moedas externas.

Interno: quadro de incertezas em relação à tramitação da reforma da Previdência diante das dificuldades na articulação política e o quanto o governo terá que ceder no Congresso em relação à proposta original favorece uma postura cautelosa dos investidores domésticos. Na agenda, a alta de 0,88% do IGP-M de fevereiro, acima do teto das estimativas, previsão de aumento da taxa de desemprego e perspectivas de superávit do Governo Central são os destaques.

Bolsa: o cenário externo ruim e incertezas políticas quanto ao andamento da proposta da reforma da Previdência devem pesar no Ibovespa e provocar queda do índice acionário paulista.
Juros: a fraqueza do dólar ante as moedas externas (câmbio nacional mais apreciado tira pressão da inflação no curto prazo) deve ajudar na queda dos juros futuros de prazo até um ano. Já os vencimentos de médio e longo prazo tendem a subir devido as dificuldades na articulação política pelo governo em torno da reforma da Previdência (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos nos prazos acima de um ano).
Dólar: a depreciação do dólar em relação as divisas externas associado ao leilão de linha de US$ 3,0 bilhões, que o Banco Central brasileiro irá promover, tendem a impor baixa do dólar frente ao real. As dúvidas em relação a capacidade de montar uma base aliada para aprovar a reforma da Previdência deve limitar o movimento

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.