Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 26/09/2018

Brasília, 26 de setembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: o relatório do Banco Central Europeu (BCE) estimando que em uma “hipotética situação” de aprofundamento nas tensões comerciais entre EUA e China, isso se voltaria contra os norte-americanos, pois poderia encolher mais de 2% a atividade apenas no primeiro ano de disputa, deixe em alerta os investidores. Ademais, na agenda de eventos, hoje o Federal Reserve (Banco Central dos EUA) divulga sua decisão de política monetária às 15hs. As apostas são de que a instituição voltará a elevar os juros em 0,25pp e levaria para faixa entre 2% a 2,25%. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsas de Wall Street operam com sinais mistos, enquanto o dólar cedia ante a maioria das divisas de países emergentes.

Interno: o foco segue nas eleições com mais duas pesquisas da corrida presidencial que serão divulgadas ao longo do dia. A pesquisa CNI/Ibope em nível nacional tende a deixar os investidores cautelosos. No calendário econômico, o Tesouro Nacional divulga o resultado das contas públicas cujas previsões são de déficit de R$ 17,7 bilhões em agosto.

Bolsa: a conjuntura externa volátil diante das expectativas com a decisão do Fed e novas pesquisas eleitorais brasileiras tendem a impor abertura sem direção definida para o Ibovespa.
Juros: a perspectiva de alta dos juros nos EUA (deixa mais caro o custo de captação externa pelas empresas e governo e retira atratividade de aplicações no mercado nacional) e as incertezas na corrida presidencial no Brasil devem direcionar para cima os juros futuros (implica, no dia, aumento dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a oscilação do dólar frente as moedas emergentes tende a terminar antes da decisão do Fed sobre os juros nos EUA. Como as expectativas são de mais uma elevação dos juros norte-americanos o dólar deve ganha valor frente as divisas externas. Além disso, o cenário interno de indefinição na corrida eleitoral reforça o viés de baixa do real frente a moeda Yankee.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.