Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 26/03/2019

Brasília, 26 de março de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A diluição do risco de uma recessão nas principais economias estimula os investidores internacionais a comprarem os ativos depois das fortes perdas de ontem. Por outro lado, o processo de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) tem mais um capítulo no qual a primeira-ministra, Theresa May, perdeu o controle do processo de separação, pois o Parlamento decidiu que definirá o cronograma de debates e próximas votações. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities sobem, enquanto o dólar perde ligeiramente valor ante as moedas externas.

Interno: Ações do governo para reduzir a crise política junto ao Parlamento e ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, pela primeira vez à Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), às 14h00, para falar sobre a reforma da Previdência e a proposta de aposentadoria para os militares, que acompanha um polêmico plano de carreira, são os motivadores para a recuperação dos ativos financeiros domésticos. Na agenda, a expectativa de alta de 0,51% do IPCA-15 de março, acima de 0,34% registrado em fevereiro, será o destaque.

Bolsa: A busca de preços baixos dos papéis, pelos investidores nacionais e internacionais, após as fortes perdas da véspera conjugado com o ambiente lá fora relativamente calmo tendem a contribuir positivamente para o Ibovespa. Além disso, o governo deu sinais de que busca um consenso com o Parlamento Brasileiro de forma a viabilizar o avanço da reforma da Previdência.
Juros: A queda do dólar frente as moedas internacionais (tira pressão de curto prazo na inflação) e a redução da crise política para fazer avançar a reforma da Previdência deve levar os juros futuros para baixo (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A melhora do ambiente internacional e o comentário do presidente Jair Bolsonaro de que "vai buscar a paz" com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tendem a favorecer o real frente ao dólar. Assim, a divisa norte-americana deve ceder frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.