Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 26/02/2019

Brasília, 26 de fevereiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A discussão acerca dos acordos comerciais entre Estados Unidos e China continua influenciando fortemente os mercados internacionais que aproveita as dúvidas em relação a esse assunto para iniciar movimento de correção de preços após os ganhos recentes. Na Europa, a indefinição de um acordo do Reino Unido com a União Europeia, acerca do Brexit, também alimenta o mau humor dos investidores. Na agenda, o testemunho de Jerome Powell, presidente do Fed (Banco Central dos EUA), no Senado em que a autoridade monetária deve reafirmar a paciêncica para ajustar a taxa de juro será o destaque. Quanto às expectativas dos indicadores norte-americanos do setor imobiliário, são esperadas desacelerações nos números. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities caem, enquanto o petróleo sobe marginalmente. O dólar ganha valor ante as moedas emergentes.

Interno: as incertezas políticas com o andamento da reforma da Previdência e a sabatina de Roberto Campos Neto, indicado pelo governo à presidente do Banco Central, no Senado serão monitorados pelos operadores locais. As preocupações dos agentes referem-se a articulação e comunicação do governo em relação a reforma da Previdência. No calendário econômico o destaque fica para a divulgação da nota de crédito pelo Banco Central e para a Pesquisa CNT/MDA sobre a avaliação do governo e do desempenho pessoal do presidente Jair Bolsonaro.

Bolsa: o cenário externo ruim e incertezas políticas quanto ao andamento da proposta da reforma da Previdência devem estimular a correção de preços (venda de ações diante da percepção de ganhos recentes) no Ibovespa.
Juros: a alta do dólar ante as moedas emergentes (câmbio nacional mais depreciado pressiona a inflação no curto prazo) e pontos em aberto na articulação política em torno da reforma da Previdência devem direcionar para cima os juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a depreciação das moedas emergentes em relação a divisa norte-americana e indefinições sobre o andamento da reforma da Previdência nacional tendem a contribuir para o fortalecimento do dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.