Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 25/10/2019

Brasília, 25 de outubro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Balanços corporativos aquém do esperado (Barclays, AB Inbev e Amazon) e desdobramentos do Brexit pressionam negativamente praças acionárias da Europa. Futuros de bolsas de Nova Iorque operam sem direção única com investidores de olho também nos resultados trimestrais e com a notícia de que autoridades de alto escalão dos EUA e da China vão retomar o diálogo comercial por telefone hoje. Por ora, bolsas europeias caem, enquanto os futuros de bolsas de Nova Iorque operam com volatilidade. As commodities agrícolas e Petróleo recuam, ao passo que o dólar oscila frente as moedas internacionais.

Interno: Resultados de companhias brasileiras entram no foco dos investidores locais juntamente com a agenda do Congresso. O minstro da Economia, Paulo Guedes, quer enviar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para auxiliar Estados e municípios, fazendo com que possam acionar com maior agilidade mecanismos para reduzir gastos e superar dificuldade financeira. Ademais, o quadro político segue no radar diante da crise no PSL e novos aúdios envolvendo o caso Queiroz com implicações para o Senador, Flávio Bolsonaro.

Bolsa: A instabilidade das bolsas externas deve ficar em segundo plano diante das expectativas com os resultados de balanços corporativos de Petrobrás e Vale. O quadro político pode limitar o ânimo dos operadores. Assim, o Ibovespa deve subir na sessão regular.
Juros: A volatilidade do dólar frente a maioria das moedas internacionais (gera pressão na inflação no curto prazo) deve ser ofuscado pela perspectiva de queda da taxa Selic na próxima semana. Assim, os juros futuros devem cair (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: Os sinais mistos do dólar no exterior deve ser contrabalançado pelo fluxo cambial, após as entradas de estrangeiros nesta semana voltadas a ofertas de ações da C&A e do banco BMG. Essas ofertas movimentaram, respectivamente, R$ 1,63 bilhão e R$ 1,6 bilhão. Desse modo, o real deve permanecer apreciado frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.