Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 25/07/2017

Brasília, 25 de julho de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados internacionais abrem com viés positivo diante da alta das bolsas europeias e de futuros de bolsa de Nova York e apreciação das commodities. Na Europa, o dado de confiança das empresas na Alemanha melhores do que o esperado e a volta da Grécia ao mercado de bonds justificam o bom humor no velho mundo. Quanto aos EUA, prevalece as apostas de que o Fed não adotará nenhuma medida na reunião de amanhã.

Interno: a trégua temporária do ambiente político ajuda os investidores locais a avaliarem a agenda econômica que mostrou hoje ligeira queda da confiança do consumidor pelo segundo mês consecutivo. Na política monetária, começa hoje a reunião do Copom para o qual os agentes apostam em um corte de 1pp na taxa Selic o que levaria o juro básico da economia para 9,25% ao ano. Ademais, o noticiário revela a intenção do governo para cortar gastos por meio de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para servidores públicos federais.

Bolsa: a conjuntura internacional positiva e a perspectiva de corte da taxa Selic devem ajudar o Ibovespa no dia. Vale ressaltar que a proximidade do fim do recesso parlamentar, que trará de volta as tensões políticas, e as preocupações com a situação fiscal do país pode limitar o movimento.
Juros: os DIs de curto e médio prazos devem operar contidos diante das perspectivas de corte da taxa Selic na reunião do Copom que começa hoje. No entanto, a alta dos juros dos EUA, treasuries, e cautela com a situação fiscal segue com fator para pressionar os prêmios de prazos mais longos.
Dólar: a queda do dólar ante a maioria das divisas externas e previsões de fluxo de entrada de capital estrangeiro por conta das Ofertas Públicas Iniciais (IPOs) de ações do IRB Brasil Re e Ômega Geração na próxima quinta-feira reforçam o viés de alta do real frente ao dólar. Por outro lado, a cautela com a situação fiscal do país e a movimentação política em torno da votação em plenário da denúncia criminal contra o presidente, Michel Temer, agendada para próxima semana, são fatores de contrapeso na taxa de câmbio doméstica.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.