Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 25/06/2019

Brasília, 25 de junho de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Questões monetárias, geopolíticas e comerciais movimentam os negócios nesta manhã. Os agentes financeiros esperam que o presidente do Federal Reserve (Fed – Banco Central dos EUA), Jerome Powell, emita sinais sobre um possível corte de juros em discurso previsto para ocorrer às 14hs. Enquanto isso, o Irã afirmou que as novas sanções impostas ontem pelos EUA significam o “fechamento permanente” da via diplomática entre Teerã e Washington. Também no radar, as negociações comerciais entre EUA e China. A agenda traz a perspectiva de queda da confiança do consumidor dos norte-americanos. No momento, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e Petróleo caem, ao passo que as commodities metálicas e agrícolas sobem. O dólar ganha valor ante maioria das moedas externas.

Interno: A retomada dos trabalhos da Comissão Especial da reforma da Previdência entra no foco dos investidores domésticos, assim como as chances de realização de lucros diante dos patamares elevados dos ativos de risco (bolsa, dólar etc). Não menos importante, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) deve indicar o tom cauteloso na condução da política monetária por conta da importância da agenda de reformas. Espera-se que a avaliação de piora da atividade econômica seja mencionada no documento. No calendário, a perspectiva de alta modesta de 0,07% do IPCA-15 de junho, ante a elevação de 0,35% em maio, deve ratificar a inflação comportada.

Bolsa: O cenário externo pior por conta dos vários focos de preocupações (geopolíticas, comerciais e monetárias) e patamar elevado da bolsa paulista tendem a impor queda dos papéis domésticos.
Juros: A alta do dólar ante a maioria das moedas externas (gera pressão na inflação no curto prazo) e correção de preços das taxas (os níveis já baixos dos DIs estimulam alta desses ativos) devem se sobrepor a perspectiva de IPCA-15 comportado e ata do Copom. Desse modo, os juros futuros devem subir (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A conjuntura internacional com viés negativo e ajuste nas cotações (patamar baixo da taxa de câmbio motiva alta) tendem a impor alta do dólar frente ao real no pregão regular.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.