Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 25/05/2018

Brasília, 25 de maio de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: especulações de que a Opep poderá elevar sua produção diante do declínio na oferta do Irã e da Venezuela pressiona a commoditie negra para baixo, enquanto o dólar retoma algum fôlego ante as moedas internacionais depois das perdas de ontem. Ademais, a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de cancelar a reunião com o líder norte-coreano gera mais tensão geopolítica e deixa os mercados operando na cautela. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsa de Wall Street ganham valor marginalmente.

Interno: ainda segue no foco a Greve dos Caminhoneiros depois que o governo anunciou um acordo para suspender a paralisação por 15 dias. No entanto, os líderes da categoria não asseguraram que seus filiados voltariam ao trabalho hoje. O noticiário revela que nove das onze entidades presentes à reunião ontem aceitaram a proposta do Executivo, que prevê prazo de 30 dias para reajustes no preço do diesel, e não mais diariamente. Será mantido também o desconto de 10% no combustível por 30 dias.

Bolsa: o acordo assinado ontem à noite entre algumas entidades representativas dos caminhoneiros e o governo pode aliviar a pressão parcialmente sobre os papéis da Petrobrás, dado que a conta do ajuste recaiu, por ora, sobre o Tesouro Nacional. Assim, espera-se que haja recomposição de parte das fortes perdas de ontem das ações da petrolífera estatal e ajude também o Ibovespa a trabalhar em alta.
Juros: a crise de abastecimento de combustíveis devido a Greve dos Caminhoneiros e a pressão na cotação do dólar frente ao real devem manter a curva de juros operando em leve alta no dia. O acordo entre o Governo e alguns representantes dos caminhoneiros pode limitar a pressão nos prêmios dos DIs.
Dólar: A alta do dólar lá fora frente as maioria da divisas e as incertezas internas por conta da Greve dos Caminhoneiros e seus reflexos sobre a atividade econômica nacional devem manter a taxa de câmbio doméstica depreciada frente a moeda Yankee.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.