Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 25/04/2019

Brasília, 25 de abril de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Os mercados internacionais começam o dia absorvendo a perspectiva de que a China atenue sua agressiva campanha de estímulos que incluem cortes nos compulsórios bancários e crédito mais farto e barato para pequenas empresas, devido ao melhor desempenho econômico do país asiático. Nas praças europeias, frustrações com balanços, desistência de negociações de uma fusão entre os dois maiores bancos alemães, o Deutsche Bank e o Commerzbank e bloqueio do governo britânico da fusão entre a Sainsbury´s e Asda (empresas da área do varejo) também deprimi os ânimos dos investidores do velho continente. No momento, bolsas europeias operam em baixa, enquanto os futuros de bolsas de Nova Iorque trabalham sem direção única. Nas commodities, petróleo ganha valor, ao passo que produtos agrícolas e metálicos caem. Quanto ao câmbio, o dólar avança sobre praticamente todas as moedas internacionais.

Interno: Enquanto investidores locais aguardam a instalação da comissão especial na Câmara que irá analisar o mérito das propostas de reforma da Previdência, a percepção do presidente da casa dos deputados, Rodrigo Maia, de que o governo não estaria defendendo a alteração do sistema de aposentadorias com mais enfase, pode impor viés negativo para os ativos domésticos. Na agenda, a perspectiva de aceleração do IPCA-15 de abril deve pressionar a curva de juros.

Bolsa: O desempenho negativo nas praças acionárias europeias e sem rumo nos EUA conjugado com as incertezas domésticas quanto a tramitação da reforma da Previdência tendem a impor viés de baixa do Ibovespa.
Juros: A alta do dólar frente as moedas internacionais (gera pressão de curto prazo na inflação) e a permanência das dúvidas quanto à reforma da Previdência atuam como vetores negativos. Expectativa de aceleração do IPCA-15 de abril também tende a reforçar a perspectiva de alta para os juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O ambiente externo negativo e dificuldades para avançar a reforma da Previdência devem valorizar o dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.