Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 24/01/2018

Brasília, 24 de janeiro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: a imposição de tarifa à importação de painéis solares e máquinas de lavar, visando produtores da Ásia (Samsung e LG) reacendem o debate sobre o protecionismo e guerra comercial. Na europa, as prévias de sondagem do setor de serviços na França, Alemanha e do agregado do Bloco aceleraram frente ao número de dezembro, no entanto, os produtos manufaturados registraram desaceleração. Por ora, bolsas europeias operam em queda, enquanto Wall Street sinaliza abertura no azul.

Interno: julgamento do ex-presidente Lula pelo TRF-4 segue no foco dos investidores domésticos que ficam de olho na decisão do tribunal. As discussões do mercado giram em torno das possíveis decisões. No caso de condenação, os agentes avaliam o placar da decisão, enquanto numa situação de absolvição a avaliação é de que os preços dos ativos financeiros possam ser penalizados. De todo modo, a decisão de hoje não será definitiva e marcará o início de um processo eleitoral turbulento neste ano.

Bolsa: em que pese o ambiente externo menos propenso ao risco, a perspectiva de condenção, pelo mercado, do ex-presidente Lula, por unânimidade do colegiado do TRF-4, tende a impulsionar o Ibovespa nesta abertura. Vale ressaltar que um resultado jurídico diferente do previsto pelos agentes pode impor queda do índice acionário paulista.
Juros: julgamento da apelação do ex-presidente Lula e leilão do Tesouro Nacional de papéis pré-fixados devem movimentar os DIs. No momento, os agentes avaliam o quadro inflacionário benigno e a queda do dólar frente as moedas externas para direcionar suas apostas no dia. Neste sentido, os vértices de médio e longo prazo devem apresentar queda, enquanto os vencimentos mais curtos tendem a oscilar.
Dólar: o otimismo com o julgamento do ex-presidente Lula e queda do dólar ante as divisas internacionais devem contribuir para uma apreciação do Real no pregão regular. Ademais, declarações do Secretário do Tesouro dos EUA de que não está preocupado com o dólar fraco, pois deve ajudar o comércio norte-americano reforça o viés de baixa da moeda Yankee.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.