Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 23/11/2017

Brasília, 23 de novembro de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: em dia de feriado nos EUA, investidores operam sem direção firme provocando menor ritmo dos negócios. Por ora, os mercados monitoram os esforços chineses para regular os serviços financeiros e digerem ainda a ata do FOMC (Comitê de Mercado Aberto do Fed), divulgada ontem, na qual a autoridade reguladora sinalizou a intenção de elevar os juros pela terceira vez esse ano, ao mesmo tempo em que revelou preocupação com a tendência de inflação baixa nos EUA.

Interno: os agentes seguem atentos às negociações políticas em torno da Previdência diante das especulações de que o presidente Michel Temer prometeu liberar em dezembro uma verba extra de R$ 2 bilhões para prefeituras e câmaras de vereadores. Ademais, circulam notícias que o governo poderia reajustar os salários dos servidores federais em 2018 para garantir a aprovação da reforma da Previdência Social.

Bolsa: sem o referencial do mercado acionário norte-americano, Ibovespa direciona as atenções para o novo texto da reforma da Previdência. As especulações de que o quórum baixo no jantar oferecido por Temer, ontem à noite, indica a dificuldade para aprovar a proposta até o fim do ano. Nesse sentido, a bolsa paulista tende a operar com volatilidade.
Juros: de olho nas perspectivas da reforma da Previdência e estimativas de alta de 0,38% do IPCA-15 de novembro, representando uma pequena aceleração frente ao resultado de outubro (0,34%) são eventos que devem movimentar os negócios. Adicionalmente, a fraqueza do dólar ante outras moedas emergentes deve contribuir para que a curva de juros apresente queda no pregão regular.
Dólar: o recuo do dólar ante a boa parte das divisas externas, devido as expectativas de que a inflação nos EUA continue fraca, são fatores que tendem a influenciar positivamente a taxa de câmbio doméstica. No entanto, incertezas sobre as chances de avanço da reforma da Previdência neste ano e ajustes das cotações devem impor ligeira depreciação do real frente a moeda Yankee.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.