Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 23/08/2019

Brasília, 23 de agosto de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Os mercados internacionais sobem embalados pela expectativa do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole (encontro dos banqueiros centrais) nos EUA. A visão dos invetidores é de que Powell manterá na mesa a possibilidade de mais cortes, ainda que possa adotar um tom cauteloso. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque sobem, ao passo que as commodities caem. O dólar ganha valor ante a divisas internacionais.

Interno: A servera restrição fiscal do governo federal com efeitos potenciais de paralisação das atividades de 13 ministérios e formação de maioria no STF contra redução de salário de servidor público são eventos capazes de influenciar negativamente os preços dos ativos domésticos. Na agenda, as projeções de criação de 44 mil empregos formais (Caged), em julho, será o destaque.

Bolsa: A melhora do ânimo dos investidores nas praças acionárias na Europa e nos EUA deve ser contrapor a impossibilidade de Estados reduzirem salários e jornada de trabalho, de servidores públicos, em situações fiscais extremamente deficitárias. Assim, espera-se que o índice paulista opere em baixa no dia.
Juros: A alta do dólar frente as moedas externas (gera pressão na inflação no curto prazo) e o impedimento para que Estados reduzão sálarios e jornada de trabalho de servidores públicos tendem a pesar sobre a curva de juros. Nesse sentido, os juros futuros tendem a subir na sesssão regular (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O cenário externo positivo não deve ser suficiente para animar os investidores locais diante das dificuldades dos Estados de reduzirem seus déficits fiscais em função da rigidez dos gastos obrigatórios (despesas de pessoal, aposentadorias etc). Piorou essa visão após o STF formar maioria contra redução de sálario e de jornada de trabalho de servidor público. Com isso espera-se que o dólar opere em alta frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.