Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 23/01/2019

Brasília, 23 de janeiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: as dúvidas sobre as negociações comerciais entre EUA e China e relatos de que o governo chinês planeja ampliar os estímulos fiscais este ano a fim de sustentar o ritmo de crescimento geram movimentos mistos nas praças financeiras ao redor do globo. O estímulo fiscal chinês seria focado no corte de impostos para pequenas empresas. Lembrando que nos últimos meses o país asiático tem promovido corte de compulsório e queda de juros para impulsionar a atividade. Por ora, bolsas europeias operam divergentes, ao passo que futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities buscam recuperação. No câmbio, o dólar também opera de forma mista frente as moedas externas.

Interno: a coletiva de imprensa que o ministro da economia, Paulo Guedes, previsto para hoje, será acompanhado pelos investidores domésticos tendo em vista que a autoridade deverá reforçar a linha liberalizante do novo governo . Em entrevista ao Broadcast, Paulo Guedes afirmou que a intenção do governo é reduzir de 34% para 15% a carga de impostos paga atualmente pelas empresas no País. Para compensar a perda de arrecadação seria instituído tributação sobre Juros sobre o Capital Próprio e dividendos. Na agenda de indicadores, a previsão de alta de 0,33% do IPCA-15 de janeiro, ante a queda de 0,16% de dezembro, será o destaque.

Bolsa: As perdas observadas ontem nos mercados acionários globais e aqui devem servir de motivo para os operadores corrigirem os preços (aproveitando a baixa para comprar). Assim, a bolsa tende a subir no dia.
Juros: A fraqueza do dólar ante as moedas externas e expectativa positiva com discurso do ministro Paulo Guedes favorece o viés de baixa dos juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A conjuntura internacional instável e incerta deixa o dólar operando volátil. Fala do ministro Paulo Guedes e correção de preços podem ajudar a taxa de câmbio doméstica. Assim, o dólar deve operar em baixa frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores