Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 22/10/2019

Brasília, 22 de outubro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A fala do diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, de que o aumento de tarifas dos EUA sobre bens chineses programado para dezembro poderá ser suspenso, caso avancem as discussões da chamada “fase 1” dão suporte ao clima positivo nas bolsas externas. Por outro lado, a votação do Brexit pelo parlamento britânico à tarde traz certa cautela. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque, commodities agrícolas e Petróleo sobem. O dólar cede ante a maioria das divisas emergentes.

Interno: A votação em 2º da reforma da Previdência no Senado será o centro das atenções dos agentes domésticos. As expectativas são de aprovação sem alterações que possam diminuir o impacto fiscal esperado para os próximos 10 anos. Na agenda, a perspectiva de avanço modesto de 0,03% do IPCA-15 de outubro, ante a elevação de 0,09% em setembro, se confirmada pode ampliar as apostas de queda mais intensa da taxa Selic na próxima semana.

Bolsa: A abertura positiva nas praças acionárias lá fora por conta das perspectivas de avanço das negociações comerciais entre EUA e China e votação da reforma da Previdência tendem a influenciar nas operações locais. Assim, o Ibovespa deve subir no dia.
Juros: A queda do dólar frente a maioria das moedas emergentes (tira pressão da inflação no curto prazo), aprovação da reforma da Previdência sem alterações e expectativa de IPCA-15 baixo tendem a impor queda da curva de juros futuro (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A moeda norte-americana deve cair frente ao real reagindo ao movimento de queda do dólar frente as divisas emergentes, bem como a expectativa de aprovação da reforma da Previdência sem alterações.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.