Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 22/05/2019

Brasília, 22 de maio de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Os movimentos seguem contidos nos mercados financeiros internacionais na ausência de novidades. Há repercussão de matéria veiculada na imprensa norte-americana de que o governo de Donald Trump pode incluir outra empresa chinesa, Hikvision, especializada em monitoriamento e vigilância por vídeo em lista que pode limitar a capacidade de operação. Permanecem no radar as tensões entre EUA e China, cujos ações recentes do governo dos EUA indicam interesse em conter o avanço das empresas chinesas no ramo de tecnologia. Por ora, bolsas europeias operam de forma mista e futuros de bolsas de Nova Iorque recuam. As commodities operam em baixa e o dólar oscila ante as divisas externas.

Interno: O ambiente político segue no foco dos investidores domésticos diante de importantes votações no dia que envolvem a MP 870 (que fez a reestruturação administrativa do governo Bolsonaro – redução de ministérios etc). Preocupa as especulações como, o rompimento de Rodrigo Maia com o o líder do governo na Câmara, além do recuo da ideia de recompor dois ministérios para acomodar potenciais aliados.

Bolsa: A volatilidade nas praças acionárias da Europa e a baixa nos futuros das bolsas dos EUA associado as especulações no ambiente político tendem a limitar um sentimento positivo para os papéis locais. Além disso, a indicação de que há tratativas para o encaminhamento da reforma da Previdência deve prevalecer e contribuir positivamente para positivamente para o Ibovespa no dia.
Juros: A oscilação do dólar frente as moedas internacionais (pode pressionar no curto prazo a inflação) será contraposto pela percepção de melhora no cenário político por parte dos investidores domésticos, pelo menos por ora. Assim, os juros futuros devem recuar (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O ambiente externo volátil diante das sinalizações do governo dos EUA de conter o avanço de empresas chinesas no ramo de tecnologia pressiona as divisas externas. Por outro lado, a visão dos agentes de que o ambiente político doméstico está mais tranquilo para votação de temas importantes devem impor viés de baixa do dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.