Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 22/01/2019

Brasília, 22 de janeiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: a reabertura dos negócios em Wall Street predomina a aversão ao risco diante das preocupações sobre o desempenho da economia global. Ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo as projeções de crescimento em 2019 (de 3,7% para 3,5%) e 2020 (de 3,7% para 3,6%). Aliado a isso, o impasse político em relação a paralisação parcial do governo norte-americano que entra em seu 32º dia e o alerta feito pelo presidente da China, Xi Jinping, sobre os riscos da desaceleração econômica completam os principais eventos que influenciam os mercados. Por ora, bolsas europeias, petróleo e commodities caem, enquanto o dólar sobe frente as moedas externas.

Interno: em que pese o noticiário em torno do caso do ex-assessor de Flávio Bolsonaro e suas potenciais consequências para o ambiente político, investidores domésticos ficam atentos ao pronunciamento do presidente Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Bolsa: a baixa nos mercados acionários globais e das commodities e falta de novidades quanto a reforma da Previdência devem propiciar queda do índice paulista.
Juros:  a alta do dólar ante as moedas externas e ausência de novidades da reforma da Previdência seguem como fator de pressão na curva de juros. Por outro lado a fraqueza da economia tende a impor queda dos vencimentos de médio e longo prazo nos juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos para os prazos mais longos). Os vencimentos até o fim do ano tende a trabalhar na estabilidade.
Dólar: a conjuntura internacional desfavorável para moedas emergentes por conta das perspectivas de desaceleração econômica global deve pesar sobre a taxa de câmbio doméstica. Assim, o dólar deve operar em alta frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.