Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 21/12/2018

Brasília, 21 de dezembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: investidores permanecem preocupados com as perspectivas de crescimento da economia mundial depois que o Fed (Banco Central dos EUA) sinalizou que continuará elevando os juros no próximo ano. Além disso, a possível paralisação do governo norte-americano no fim de semana, diante do impasse no Congresso sobre recursos que o presidente Donald Trump exige para a construção de um muro na fronteira com o México, também pesa no humor dos operadores financeiros intenacionais. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque, commodities e petróleo caem, enquanto o dólar ganha valor frente a maioria das divisas externas.

Interno: sem muitas novidades, o foco volta ao possível depoimento do motorista Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), marcado às 14 horas, no Ministério Público do Rio. Na agenda de indicadores, as expectativas de deflação de 0,12% do IPCA-15 de dezembro gerando uma inflação acumulada de 3,9% em 12 meses e números da balança de pagamentos com estimativas de entrada de US$ 11 bilhões de Investimento Estrangeiro Direto serão os destaques.

Bolsa: o ambiente internacional ainda ruim por conta da sinalização do Fed de manter o aperto monetário em 2019, bem como pelo impasse político nos EUA devem pesar negativamente, na ausência de notícias internas. Assim, o Ibovespa tende a cair no dia.
Juros: o dólar operando em alta ante as moedas internacionais e seus efeitos de alta no curto prazo sobre a inflação doméstica tendem a preponderar sobre a perspectiva de deflação do IPCA-15 de dezembro. Espera-se que os juros futuros subam na sessão regular (aumento, no dia, nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a conjuntura financeira externa negativa deve ganhar relevância frente a perspectiva de ingressso de Investimento Estrangeiro Direto no Brasil, a ser divulgado pelo Banco Central logo mais. Desse modo, a divisa norte-americana tende a se valorizar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores