Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 21/12/2017

Brasília, 21 de dezembro de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: na abertura dos mercados prevalece um clima de final de ano sem movimentos relevantes nos preços dos ativos. Bolsas europeias e futuros de bolsa de NY operam ligeiramente no negativo, enquanto o dólar ganha valor ante boa parte das divisas externas. Quanto as commodities, os preços caem diante da grande antecipação que o mercado fez quando previu que sairia a reforma tributária norte-americana. Nesse sentido, há correção de preços em praticamente todos os ativos financeiros. Agora, investidores monitoram a revisão do PIB dos EUA e o índice de atividade industrial do Fed de Filadélfia.

Interno: investidores locais irão acompanhar as declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, à procura de sinais sobre a conversa de ontem com as agências de rating. Na agenda de indicadores, a perspectiva de ligeira alta do IPCA-15 (0,35% e 2,94% em 12 meses) de dezembro frente a novembro deve ratificar um panorama benigno para a inflação corrente. Ademais, o Relatório de Inflação conjugado com a fala do diretor do Bacen, Carlos Viana, complementa os destaques do dia.

Bolsa: sem direção definida do exterior e com volume reduzido, o Ibovespa deve apresentar volatilidade com viés de baixa. Ausência de novidades no ambiente macroeconômico, investidores ficaram atentos à notícias setorizadas.
Juros: a falta de novidades do ambiente macroeconômico e político tendem a direcionar os DIs para oscilação ao longo da sessão regular. O risco do exterior deve impactar de forma comedida nos juros futuros.
Dólar: a conjuntura externa com volume reduzido e volátil tende a refletir diretamente na taxa de cãmbio doméstica. O dólar tende abrir com viés de alta ante ao Real por conta da falta de novidades no front macroeconômico. Vale lembrar que os agentes ficaram de olho na fala de Henrique Meirelles por volta das 12h:30 no qual espera-se alguma sinalização sobre o risco de rebaixamento da nota de crédito do Brasil.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.