Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 21/08/2017

Brasília, 21 de agosto de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados iniciam a semana operando em margens estreitas com investidores à espera de discursos de dirigentes dos principais bancos centrais do mundo, no simpósio anual de política monetária de Jackson Hole a partir de quinta-feira. Ainda na geopolítica, exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul recolocam as tensões no radar.

Interno: a seara política volta a cena com a crise envolvendo o PSDB, após Aécio Neves ter se encontrado com o presidente, Michel Temer, e provocar desconforto com a ala do partido que deseja afastamento do governo. Esses ruídos geram temores de que possa haver dificuldades para o avanço da agenda econômica no Congresso. Na agenda política, esta previsto para amanhã a votação da TLP na Comissão e debates sobre o Refis durante a semana.

Fechamento dos mercados 18/08/2017

Ibovespa: o bom desempenho das commodities e a saída de um polêmico funcionário do governo dos EUA ajudaram o Ibovespa a fechar com alta de 1,09% aos 68.714 pontos.

Juros futuros: o alívio vindo do exterior na forma de depreciação do dólar ante ao real corroborou o movimento de correção de preços embutidos nos prêmios dos DIs. Assim, a queda da estrutura à termo de juros foi ratificada. Os DIs de jan/18, jan/19 e jan/21 encerraram em 8,06% (de 8,115%), 8,06% (de 8,13%) e 9,44% (9,50%), respectivamente.

Dólar: dúvidas sobre a governabilidade do governo Trump e perspectiva de fluxo com à aproximação do cronograma de pagamentos da venda da Vigor para o grupo mexicano LaLa reforçou a queda de 1% da divisa norte-americana ante ao real, que encerrou cotado à R$ 3,1450.

Bolsa: a melhora recente dos preços das commodities tende a impulsionar os papéis de mineradoras e siderúrgicas nacionais. Por outro lado, o vencimento de opções sobre ações na Bovespa pode deixar volátil o índice acionário.
Juros: em dia de agenda esvaziada, investidores estarão de olho na agenda política que abordará temas econômicos. A votação da TLP, reforma política e apresentação de texto para reforma tributária serão os destaques. Por ora, os DIs deve apresentar pequenas oscilações, à espera da agenda que ganha força a partir de amanhã.
Dólar: o contexto político interno segue influenciando os negócios diante da pressa dos parlamentares para aprovar a reforma política, que deve ocorrer até o final de setembro. Porém, esse foco dos congressistas pode complicar a tramitação dos temas econômicos, ao dividir os esforços do Congresso. Lá fora, a calmaria diante das oscilações marginais tendem a limitar o movimento de depreciação da taxa cambial doméstica.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.