Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 21/06/2018

Brasília, 21 de junho de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: a disputa comercial entre EUA e China segue no foco dos investidores, após a montadora alemã Daimler alertar que este conflito pode afetar os lucros gerados por veículos utilitários esportivos da marca Mercedes-Benz que produz no estado americano do Alabama. Nesse sentido, bolsas europeias, futuros de bolsa de Nova Iorque e petróleo operam em baixa. No câmbio, o dólar ganha valor ante as moedas internacionais.

Interno: a decisão do Copom de manter a taxa Selic em 6,5% ao ano e a sinalização de que os juros devem ficar estáveis apenas no curto prazo (até o fim do ano no máximo) deve influenciar os ativos domésticos. Na agenda de indicadores, a perspectiva de aceleração do IPCA-15 de 0,14% em maio para 1,0% em junho, segundo estimativas do mercado, por conta da greve dos caminhoneiros, será o destaque. Ademais, o julgamento da ação trabalhista bilionária contra a Petrobrás no TST também deve movimentar os negócios no mercado acionário.

Bolsa: a piora externa diante das consequências das tensões comerciais entre as duas maiores economia do mundo (EUA e China) devem impor nova rodada de queda do Ibovespa.
Juros: a decisão de manter a taxa Selic em 6,5% ao ano pelo Copom e a indicação de que os juros devem ficar neste patamar até o fim do ano tende a direcionar para baixo a curva de juros no pregão regular. No entanto, a perspectiva de aceleração do IPCA-15 pode limitar o movimento na estrutura à termo.
Dólar: um dia após a trégua na tensão comercial entre China e EUA, investidores retomam as preocupações diante dos efeitos deste conflito sobre a indústria automotiva das montadoras alemãs e tudo isso ajuda na apreciação do dólar frente as divisas externas. Ademais, a manutenção da Selic também tira a atratividade de operações de "carry trade" para o Brasil. Por outro lado, leilões de swap cambial pelo Bacen e captação externa pela Pag Seguros contrabalança. Assim, espera-se volatilidade na taxa de câmbio doméstica.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.