Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 21/03/2019

Brasília, 21 de março de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A decisão de política monetária do Fed (Banco Central dos EUA) e sua visão prospectiva de desaceleração da atividade econômica conjugado com um juro estável no atual patamar entre 2,25% e 2,50% por pelo menos até o fim de 2019 aciona o cautela dos investidores internacionais. Ademais, a apreensão dos players com a falta de um acordo de saída do Reino Unido da União Europeia e expectativa com a decisão sobre juros pelo Banco da Inglaterra completam os eventos externos. No momento, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities operam em baixa, enquanto o dólar ganha valor ante a maioria das moedas internacionais.

Interno: O desconforto na Câmara dos Deputados após o envio da reforma da Previdência dos militares, em que mostra uma economia de R$ 97,3 bilhões, mas compromete a gastar R$ 86,85 bilhões ao longo de dez anos, associado a queda de popularidade do presidente Jair Bolsonaro devem servir de motivo para a venda de ativos pelos investidores locais. No calendário, o leilão de títulos públicos pré-fixados é o destaque do dia.

Bolsa: A conjuntura externa ruim, aumento da incerteza em relação ao avanço da reforma da Previdência e queda da popularidade do presidente Jair Bolsonaro tendem a impor queda do Ibovespa no dia.
Juros: Um dia depois da decisão do Copom por manter a taxa Selic no atual patamar de 6,5% ao ano e o Fed apontar também manutenção do juro norte-americano, investidores locais devem reagir de forma distinta em relação aos prazos. Nos vencimentos de curto prazo, até um ano, os juros devem subir, porém acima desse vencimento a perspectiva é de baixa. As incertezas no avanço da reforma da Previdência pressiona o curto prazo e a fraqueza econômica dá alívio aos juros de médio e longo prazo.
Dólar: As dúvidas em relação ao andamento e ao tamanho da economia que pode gerar a reforma da Previdência conjugado com a queda de popularidade do presidente Jair Bolsonaro devem impor alta do dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.