Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 21/02/2019

Brasília, 21 de fevereiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: indicador de atividade industrial da zona do euro mostrando contração com pior resultado em mais de cinco anos ascende o alerta entre os investidores internacionais e geram viés negativo nos mercados europeus. O encontro entre autoridades de primeiro escalão de EUA e China visando elaboração de um acordo amplo para estancar a guerra comercial segue no radar dos operadores financeiros. Informações recentes vão na direção de avanços deste acordo. Na agenda de indicadores norte-americanos, a expectativa é de modesta melhora na margem das vendas de imóveis usados e dos pedidos de bens de capital, ambos referente a janeiro. No momento, bolsas europeias operam em baixa, enquanto os futuros de bolsas de Nova Iorque trabalham em leve alta. As commodities agrícolas e petróleo ganham valor e o dólar cede ante a maioria das divisas externas.

Interno: ontem os preços dos ativos não foram alterados significativamente porque o anúncio da proposta oficial da reforma da Previdência ficou em linha com a expectativa positiva dos agentes financeiros locais. Os investidores nacionais direcionam suas atenções agora para a capacidade do governo de articulação política em torno da proposta. O calendário prevê a alta de 0,30% do IPCA-15 de fevereiro, mesmo patamar do registrado em janeiro, e leilão de títulos públicos federais pré-fixados.

Bolsa: o cenário externo volátil e dependência de indicações mais efetivas sobre a articulação política do governo em torno da reforma da Previdência tendem a afetar a bolsa doméstica. Assim, o Ibovespa deve cair no dia.
Juros: os agentes seguem preocupados quanto ao apoio político do governo, no Congresso, para tocar a reforma da Previdência. Ademais, a alta do dólar frente ao real (câmbio nacional mais depreciado gera pressão na inflação no curto prazo) tendem a impor viés de alta dos juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos). Cabe lembrar que a perspectiva de IPCA-15 registrar número comportado alenta os investidores.
Dólar: a depreciação das moedas de referência (euro, libra inglesa e iene japonês) e a volatilidade das moedas emergentes todas em relação a divisa norte-americana tende a pesar sobre a taxa de câmbio local. Além disso, incertezas no avanço da reforma da Previdência deve valorizar a divisa norte-americana ante ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.