Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 20/12/2019

Brasília, 20 de dezembro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: O sentimento postivo domina os negócios nesta manhã com investidores buscando estender os ganhos observados neste mês. Na agenda, a revisão do PIB dos EUA e números de gastos com consumo e inflação devem manter a percepção de bom andamento da economia do país. Seguro um pouco os ânimos a notícia de que o acordo comercial sino-americano poderá ser assinado efetivamente em janeiro. Por ora, as bolsas europeias ganham valor, enquanto os futuros de bolsas de Nova Iorque e o dólar oscilam. Já as commoditites metálicas e o Petróleo caem.

Interno: Os sinais de melhora da atividade seguem sendo confirmados por mais dados (alta da arrecadação federal, geração de empregos formais acima do esperado e aumento da confiança do consumidor e do setor de construção) e estimulam a manutenção dos ganhos dos ativos financeiros nacionais. Com esse panorama os agentes já começam a especular que a taxa Selic possa permanecer em 4,5% até o fim de 2020. Para completar mais as informações, a expecttiva de alta de 0,96% do IPCA-15 de dezembro pode reforçar as apostas de fim do ciclo de queda do juro básico nacional para o dia.

Bolsa: A oscilação das bolsas americanas e nível elevado do índice acionário paulista (estimula correção de preços) tendem a limitar a perspectiva de alta do Ibovespa no dia. A conjuntura econômica marginalmente melhor da atividade nacional e expectativas de juros baixos para 2020 sustentam a perspectiva de bons resultados das empresas brasileiras listadas em bolsa.
Juros: A alta do dólar frente ao real (efeito de maior inflação no curto prazo) e a previsão de aceleração do IPCA-15 tendem a impor pressão de alta dos juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: Apesar dos sinais positivos da economia brasileira, as perdas acumuladas de 4,21% da divisa norte-americana frente ao real, neste mês, devem impor oscilação da taxa de câmbio doméstica. Assim, espera-se volatilidade na paridade real/dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.