Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 20/07/2017

Brasília, 20 de julho de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: investidores internacionais ficam de olho na decisão do Banco Central Europeu – BCE – no qual o presidente do órgão regulador, Mario Draghi, dará indicações sobre eventuais mudanças na magnitude do expansionismo monetário. Mais cedo, o Banco do Japão decidiu manter os instrumentos de política monetária vigentes com taxa de juros negativa (-0,1% ao ano) e permanência das compras anuais de ativos no montante de 80 trilhões de ienes. Nos EUA, a agenda de indicadores terão informações mistas com previsão de recuo dos pedidos de auxílio-desemprego e queda da atividade industrial da região da Filadéfia. Por ora, bolsas europeias e petróleo sobem, enquanto o dólar ganha ante a maioria das divisas externas.

Interno: operadores locais estão de olho na agenda de indicadores domésticos com destaque para o IPCA-15, de julho, cujas previsões são de deflação e, principalmente, na expectativa de que sejam anunciadas medidas pelo governo visando o cumprimento da meta fiscal do ano. Os rumores apontam para elevação do PIS-Cofins sobre combustíveis e chances alta do IOF sobre o crédito ou câmbio.

Bolsa: o bom humor externo dos investidores deve servir de sustentação para que o Ibovespa busque uma recuperação no dia. Ademais, o IPO do Carrefour, previsto para hoje, tende a injetar fluxo para o mercado acionário. Vale destacar que as preocupações com a situação fiscal do país podem limitar o movimento previsto.
Juros: as estimativas de deflação do IPCA-15, referente a julho, associado as expectativas de aumento de tributos pelo governo federal para cumprir a meta fiscal corroboram a tendência de retirada de prêmios da estrutura à termo de juros na sessão regular. Assim, os agentes já reforçam as apostas de um corte de 1pp na taxa Selic previsto para ocorrer na próxima semana.
Dólar: a queda das moedas emergentes frente ao dólar deve ser contrabalançado pela manutenção da perspectiva de entrada de recursos estrangeiros de curto prazo direcionada para IPOs (Carrefour, Biotoscana, IRB Brasil etc). Não menos importante, a situação fiscal doméstica segue como vetor negativo para a taxa de câmbio nacional. Mesmo assim, espera-se que o dólar deprecie ante ao real de forma marginal.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.